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A luta contra a discriminação de crianças autistas em espaços públicos

A discriminação de crianças autistas em espaços públicos Recentemente, um incidente ocorrido em um parque infantil situado em um shopping em Manaus, na zona Centro-Sul, chamou a atenção para uma séria questão: a discriminação de crianças autistas e suas famílias em locais públicos.
Por Saúde em dia
16/12/2025 15:50 - Atualizado há 2 horas




A discriminação de crianças autistas em espaços públicos

Recentemente, um incidente ocorrido em um parque infantil situado em um shopping em Manaus, na zona Centro-Sul, chamou a atenção para uma séria questão: a discriminação de crianças autistas e suas famílias em locais públicos. Uma denúncia feita através das redes sociais levou a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam) e o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) a realizarem uma fiscalização no local.

A denúncia indicava que o parque estava impondo um tratamento desigual aos pais de crianças autistas em comparação aos pais de crianças neurotípicas (não autistas). Ao investigar a alegação, a CDC/Aleam e o Procon-AM confirmaram a veracidade da acusação, constatando que os pais de crianças autistas e com síndrome de Down estavam sendo obrigados a pagar 50% do valor da entrada, enquanto os pais de crianças não autistas tinham acesso gratuito ao local.

Uma violação clara da lei

A prática discriminatória do parque não apenas viola a ética, como também infringe a lei. O tratamento desigual evidenciado vai contra o que é estipulado pelo artigo 88 da Lei Federal nº 13.146/2015, também conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Esta lei garante igualdade de acesso a espaços culturais, esportivos e de lazer, proibindo qualquer forma de discriminação, seja ela direta ou indireta.

De acordo com Pedro Malta, chefe de fiscalização do Procon-AM, esse tipo de comportamento representa um desrespeito não apenas à legislação estadual, mas também à dignidade das famílias com membros atípicos. A lei, segundo Malta, existe justamente para proteger esse público de situações de discriminação e exclusão como a que foi observada no parque infantil.

O curso de ação após a descoberta

Como resultado da fiscalização e da confirmação da prática discriminatória, o parque infantil foi autuado no ato. O caso agora seguirá para os procedimentos administrativos de praxe, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. O presidente da CDC/Aleam, deputado estadual Mário César Filho, enfatizou que a Comissão continuará acompanhando de perto casos como este, reafirmando que não serão toleradas quaisquer formas de exclusão ou discriminação.

O autismo e a luta por igualdade

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurológica que afeta a forma como uma pessoa se comunica e interage com o mundo. Embora cada pessoa com autismo seja única e possa ter habilidades diferentes, muitas enfrentam desafios significativos na vida diária. Estes desafios podem ser exacerbados por práticas discriminatórias e falta de compreensão e aceitação na sociedade.

A luta por igualdade para pessoas com autismo envolve garantir que elas tenham as mesmas oportunidades que qualquer outra pessoa. Isso inclui acesso igual a espaços públicos e a atividades recreativas. A discriminação com base no autismo é inaceitável e é essencial que sejam tomadas medidas para prevenir e combater essas práticas. A denúncia feita contra o parque infantil em Manaus é um exemplo de como a vigilância e a ação podem ajudar a garantir a igualdade para todos.

Como denunciar práticas discriminatórias

Caso você presencie ou seja vítima de práticas discriminatórias, é importante denunciar. No caso de Manaus, a CDC/Aleam disponibilizou um número de telefone para receber denúncias: (92) 99169-9144. A denúncia de práticas discriminatórias é um passo crucial para garantir a igualdade de direitos e oportunidades para todas as pessoas, independentemente de suas habilidades ou condições neurológicas.

Conclusão

O incidente ocorrido no parque infantil em Manaus é um lembrete de que ainda há muito a ser feito para garantir a igualdade de tratamento para pessoas com autismo e outras condições neurológicas. A discriminação é inaceitável e é essencial que sejam tomadas medidas para prevenir e combater práticas discriminatórias. Todos têm o direito de ser tratados com dignidade e respeito, e é responsabilidade de todos nós garantir que esse direito seja respeitado.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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