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Design inclusivo: construindo espaços terapêuticos para crianças com autismo

IntroduçãoA arquitetura, em sua essência, visa a criação de espaços que facilitam a vida das pessoas, seja tornando as tarefas diárias mais fáceis, aprimorando a estética do ambiente ou criando um espaço seguro e confortável.
Por Saúde em dia
15/12/2025 18:51 - Atualizado há 2 horas




Introdução

A arquitetura, em sua essência, visa a criação de espaços que facilitam a vida das pessoas, seja tornando as tarefas diárias mais fáceis, aprimorando a estética do ambiente ou criando um espaço seguro e confortável. Mas o que acontece quando o indivíduo tem necessidades especiais, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Como a arquitetura pode ajudar a melhorar a vida dessas pessoas?

A Universidade de Brasília (UnB) tem buscado responder a essa pergunta. Participando da CASACOR Brasília, a universidade apresentou o espaço ‘Mundo Azul’, um quarto infantil projetado especificamente para crianças com TEA. A professora e arquiteta Márcia Urbano e o grupo Arquitetura Sensorial foram os responsáveis pela criação deste ambiente, inspirado na vida real do filho de Márcia, que também é autista.

Entendendo as necessidades de crianças com TEA

Pessoas com TEA podem ter dificuldades com a comunicação social e apresentar comportamentos, interesses ou atividades restritos e repetitivos. Isso significa que elas podem se sentir facilmente sobrecarregadas por estímulos sensoriais excessivos, como luzes fortes, ruídos altos e cheiros intensos. Além disso, muitas crianças com TEA também têm habilidades artísticas, e criar um ambiente que estimule essas habilidades pode ser benéfico.

Para Márcia, a arquiteta responsável pelo projeto, um dos principais objetivos ao projetar o quarto foi criar ‘pequenos refúgios’ onde a criança pudesse se acalmar nos momentos de crise. Esses refúgios são espaços menores e mais silenciosos, que funcionam como um oásis de calma em um mundo que pode ser frequentemente caótico e avassalador.

Design inclusivo: O que isso significa?

O design inclusivo é uma abordagem para a concepção de produtos que considera as necessidades de todas as pessoas, independentemente de sua idade, habilidade ou status. No contexto do ‘Mundo Azul’, isso significava criar um ambiente que não apenas atendesse às necessidades sensoriais e emocionais das crianças com TEA, mas também incentivasse a expressão de suas habilidades artísticas.

Ao criar o quarto, Márcia levou em consideração a sensibilidade sensorial das crianças com TEA. Isso significava evitar luzes fortes e reduzir ao máximo os ruídos e cheiros. O quarto também foi projetado para ser um ambiente tranquilizador, com cores calmas, móveis confortáveis e uma disposição de espaço que permitisse à criança mover-se livremente.

Estimulando a expressão artística

Muitas crianças com TEA têm habilidades artísticas incríveis, e criar um ambiente que incentive a expressão dessa habilidade pode ser uma excelente forma de ajudá-las a se conectar com o mundo ao seu redor. No ‘Mundo Azul’, isso se traduziu em criar espaços onde as crianças pudessem explorar suas habilidades artísticas, seja desenhando, pintando ou criando.

Márcia também acredita que um ambiente bem projetado pode ser uma ponte entre o mundo interno silencioso do autista e o mundo externo agitado. Dessa forma, o quarto não é apenas um espaço físico, mas também um espaço terapêutico que ajuda a criança a navegar entre esses dois mundos.

Conclusão

O ‘Mundo Azul’ é um exemplo maravilhoso de como a arquitetura pode ser usada para criar espaços inclusivos e terapêuticos para crianças com TEA. É um lembrete de que a arquitetura não é apenas sobre a criação de edifícios e espaços esteticamente agradáveis, mas também sobre a criação de ambientes que atendam às necessidades de todas as pessoas, independentemente de suas habilidades ou desafios.

Com o aumento da conscientização sobre o TEA e a necessidade de inclusão, espera-se que mais projetos como o ‘Mundo Azul’ surjam no futuro, ajudando a melhorar a vida de crianças com TEA e suas famílias.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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