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Desmistificando a relação entre paracetamol e autismo: um posicionamento da anvisa e do ministério da saúde

Desinformação e Saúde PúblicaA propagação de informações infundadas e desprovidas de embasamento científico pode ter graves consequências para a saúde pública.
Por Saúde em dia
15/12/2025 18:19 - Atualizado há 2 horas




Desinformação e Saúde Pública

A propagação de informações infundadas e desprovidas de embasamento científico pode ter graves consequências para a saúde pública. No recente caso da suposta associação entre o uso de paracetamol por gestantes e o desenvolvimento de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças, as autoridades de saúde brasileiras se manifestaram. O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declararam que essa associação não possui fundamento científico.

A desinformação pode causar pânico, prejuízos à saúde e até mesmo ao tratamento de doenças. O Ministério da Saúde advertiu sobre os perigos de disseminar dados falsos, afirmando que essa postura desrespeita pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias. A saúde pública não deve ser alvo de ações irresponsáveis e a propagação de informações falsas pode ter consequências desastrosas, como observado durante a pandemia de COVID-19.

Paracetamol e Gravidez

A Anvisa, em comunicado à população, destacou que o paracetamol é um medicamento de baixo risco, registrado no Brasil para redução de febre e alívio de dores. O fármaco não requer receita médica e não há registros no país de eventos adversos associando o uso de paracetamol durante a gravidez a casos de autismo. A segurança e eficácia do paracetamol são respaldadas por evidências científicas.

É importante frisar que mães em gestação devem ter acesso a informações precisas e confiáveis sobre medicamentos. A disseminação de informações falsas pode levar à recusa de tratamentos necessários para febre e dor, colocando em risco a saúde da mãe e do bebê.

Autismo e Saúde Pública

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que afeta a função do neurodesenvolvimento. Não é uma doença, mas uma condição que pode apresentar desafios na linguagem, na interação social e no comportamento. Pessoas no espectro autista podem demonstrar comportamentos repetitivos, hiperfoco em objetos, seletividade na alimentação e sensibilidade a estímulos visuais ou sonoros.

A Anvisa e o Ministério da Saúde reforçam que é essencial combater a desinformação e promover a inclusão e o respeito às pessoas que vivem no espectro autista e suas famílias. A luta contra a desinformação é uma batalha cultural e política e um pilar fundamental na construção de um Sistema Único de Saúde (SUS) capaz de responder aos desafios atuais.

Autismo no Brasil

Segundo o Censo Demográfico de 2022, há 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil. Isso equivale a 1,2% da população. O TEA é mais prevalente na população de 5 a 9 anos, com mais casos diagnosticados em pessoas do sexo masculino.

Em resposta a esse cenário, o Ministério da Saúde anunciou recentemente uma nova linha de cuidado para pessoas que vivem no espectro no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta estratégia inclui a realização do teste de sinais de autismo em todas as crianças entre 16 e 30 meses de idade por profissionais da atenção primária para início precoce dos estímulos e terapias.

Teste de Sinais de Autismo

A avaliação será feita na população entre 1 ano e 4 meses e 2 anos e 6 meses, como parte do acompanhamento do desenvolvimento da criança. Para a identificação dos casos, os profissionais de saúde utilizarão o teste de triagem M-Chat, que foi desenvolvido para a detecção de sinais nos primeiros anos de vida e que já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS.

Esta iniciativa é uma importante ferramenta de acolhimento e inclusão para essa população. O diagnóstico precoce do autismo é crucial para a implementação de terapias e abordagens inclusivas que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas no espectro autista.

Em suma, é fundamental que a propagação de informações de saúde seja baseada em evidências científicas sólidas. A desinformação não só põe em risco a saúde pública, mas também desrespeita e marginaliza populações vulneráveis, como as pessoas que vivem no espectro autista.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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