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Empoderamento e inclusão: um projeto transformador para mães de crianças com autismo

Empoderando Mães de Crianças com Autismo O projeto 'Empoderar para Cuidar' se tornou um ponto de destaque na Expoacre Juruá, um evento realizado na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Por Saúde em dia
15/12/2025 07:05 - Atualizado há 2 horas




Empoderando Mães de Crianças com Autismo

O projeto ‘Empoderar para Cuidar’ se tornou um ponto de destaque na Expoacre Juruá, um evento realizado na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). O projeto visa empoderar e promover a inclusão social de mães de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), proporcionando-lhes novas habilidades e oportunidades de geração de renda.

Como parte da programação especial ‘Inclusive Eu’, voltada para a valorização de idosos e pessoas com deficiência, o projeto foi apresentado ao público na quarta noite da Expoacre Juruá. As mães participantes do projeto, desenvolvido pelo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea), tiveram a oportunidade de demonstrar as habilidades que adquiriram através de um curso de maquiagem oferecido pela iniciativa.

Além de promover a autoestima dessas mulheres, o projeto também oferece uma nova fonte de renda, permitindo que elas cuidem de seus filhos sem ter que sacrificar sua independência financeira.

Um Olhar mais Profundo sobre o Projeto

O ‘Empoderar para Cuidar’ não é apenas um programa de treinamento, mas uma iniciativa que proporciona às mães a chance de redescobrir suas identidades além do papel de cuidadoras. Caroline de Andrade, uma das mães que participou do projeto, é um exemplo vivo do impacto transformador do programa.

A História de Caroline

Caroline é mãe de Carlos Eduardo, um menino de seis anos diagnosticado com autismo aos quatro. Anteriormente professora, ela abandonou a carreira para se dedicar exclusivamente ao filho. No entanto, graças ao projeto, ela encontrou no curso de maquiagem uma maneira de reafirmar sua identidade e alcançar a independência financeira.

Em suas próprias palavras, Caroline afirma: ‘Esse projeto me ajudou a me reencontrar como mulher, como mãe e como pessoa. Eu me via apenas como a mãe do Carlos Eduardo. Hoje eu consigo trabalhar de casa, tenho a chance de ajudar no sustento da família e ainda me cuidar, algo que eu tinha deixado de lado.’

Além das lutas diárias com seu filho, Caroline também compartilhou a experiência do diagnóstico tardio do marido, que também é autista. Ela decidiu se dedicar integralmente à família quando percebeu que, sem uma rede de apoio em Cruzeiro do Sul, seria difícil conciliar trabalho e cuidados necessários.

O Impacto do Diagnóstico Tardio

O marido de Caroline recebeu o diagnóstico de autismo na vida adulta, o que trouxe explicações para muitas situações vividas ao longo dos anos. Embora um diagnóstico tardio possa ser desafiador, também pode proporcionar uma compreensão mais profunda e capacitar as pessoas a lidar melhor com a situação.

‘É difícil passar a vida inteira sem saber o porquê de certas coisas, mas quando o diagnóstico vem, mesmo tarde, a gente aprende a lidar melhor. Assim como meu filho, ele também tem suas limitações, suas estereotipias, faz ruídos. Mas com o apoio da APAA e com as terapias, a gente vai aprendendo a ter dias melhores’, completou Caroline.

A Missão do Cetea e o Papel do Empoderar para Cuidar

O Cetea foi inaugurado em 2024 pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul e é gerenciado pela Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Autismo de Cruzeiro do Sul (APAA/CZS). A instituição atende mais de 500 famílias, oferecendo terapias como fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia e apoio emocional.

O projeto ‘Empoderar para Cuidar’ foi criado especificamente para atender mães que enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho formal devido aos cuidados necessários para seus filhos com TEA. A ideia é oferecer uma alternativa de geração de renda, sem comprometer a rotina de cuidados essenciais para o desenvolvimento das crianças.

Peter Rogers Nogueira dos Santos, coordenador do Cetea e presidente da APAA/CZS, explica: ‘Muitas mães se veem sem opções porque precisam estar disponíveis para atender as necessidades específicas de seus filhos. O projeto permite que elas tenham uma renda extra, elevem sua autoestima e não precisem escolher entre trabalhar ou cuidar de quem amam’.

A Importância da Parceria Pública

A parceria entre o poder público e as organizações da sociedade civil é crucial para a eficácia desses projetos. Bernadete Lucchesi, psicóloga e chefe da Divisão do Departamento da SEASDH, destacou a importância dessa colaboração. ‘O governo abre este espaço para que as organizações possam divulgar seus trabalhos e fortalecer as redes de apoio. Hoje temos aqui a APAA, que desenvolve um trabalho de excelência com as famílias atípicas. Essas mães estão aqui mostrando que também podem cuidar de si mesmas e ter autonomia, o que reflete diretamente no bem-estar de seus filhos’, afirmou.

Conclusão

A presença das mães maquiadoras na Expoacre Juruá simboliza algo muito maior que uma simples demonstração de habilidades. Representa a força da inclusão social como uma ferramenta de transformação de vidas. Com o apoio da SEASDH e de outras organizações, é possível promover uma sociedade mais justa, acolhedora e solidária, onde todos têm a oportunidade de se desenvolver e prosperar.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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