Introdução
O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um distúrbio de desenvolvimento que impacta a comunicação e o comportamento de uma pessoa. Muitas vezes, pessoas com TEA podem experimentar crises, que são períodos de intensa dificuldade e angústia. Em um esforço para ajudar as famílias a entender melhor e a gerenciar essas crises, a Prefeitura de Barra de São Francisco, através da Secretaria Municipal de Saúde, organizou recentemente um encontro para mães de crianças e adolescentes com TEA.
Este artigo discute os detalhes desse encontro, a abordagem da psicóloga Izabella Diniz de Fretas para lidar com crises no autismo, e como o Espaço Integrar está ajudando famílias com membros autistas a lidar com as crises.
Entendendo as Crises no Autismo
Uma das maiores dificuldades para as famílias que convivem com o autismo é entender e lidar com as crises que podem ocorrer. Essas crises são manifestações intensas de desconforto e angústia que podem ser categorizadas em dois tipos principais: Meltdown e Shutdown.
O Meltdown é caracterizado por explosões emocionais que podem envolver gritos, choro, agressividade ou autoagressão. Por outro lado, o Shutdown é um bloqueio comportamental onde a pessoa pode se isolar e apresentar um silêncio prolongado. Ambas as situações podem ser extremamente desafiadoras para a pessoa que está passando pela crise e para aqueles que estão ao seu redor.
O que Fazer Durante uma Crise?
Segundo a psicóloga Izabella Diniz de Fretas, é importante abordar a pessoa com calma durante uma crise. Evitar excesso de fala ou contato físico, reduzir estímulos como luzes e barulhos, e garantir a segurança da pessoa até a recuperação são estratégias vitais. Ela ressalta que as crises não devem ser confundidas com birras ou desafios de comportamento, mas sim entendidas como pedidos de ajuda.
Prevenindo Crises no Autismo
A prevenção de crises é um componente-chave no manejo do autismo. Izabella Diniz de Fretas apresentou algumas estratégias de prevenção durante o encontro. Identificar e respeitar os gatilhos que podem desencadear crises, adotar rotinas visuais que proporcionam previsibilidade, e disponibilizar recursos de autorregulação são algumas das maneiras sugeridas para prevenir crises.
Recursos de autorregulação podem incluir abafadores de som, brinquedos sensoriais, e espaços tranquilos onde a pessoa com TEA possa se acalmar. A psicóloga aponta que quanto mais os pais compreendem a sensibilidade de seus filhos dentro do espectro autista, mais fácil será o manejo das crises.
O Papel do Espaço Integrar no Apoio às Famílias
O Espaço Integrar, onde o encontro foi realizado, é um centro que busca acolher não apenas indivíduos com TEA, mas também suas famílias. Segundo a coordenadora geral do Espaço Integrar, Jamile Justino, a iniciativa tem como objetivo apoiar as mães em momentos de dificuldade e, ao mesmo tempo, capacitá-las sobre a importância do tratamento oferecido pelo município.
O centro atende aproximadamente 450 crianças e adolescentes diagnosticados com TEA e conta com uma equipe multiprofissional, incluindo nutricionista, psicopedagogo, psicólogo, médico clínico geral, psiquiatra e assistente social. Além disso, enquanto ocorria a roda de conversa, as crianças tiveram a oportunidade de participar de uma terapia sensorial com coelhos, proporcionando um ambiente de aprendizado e crescimento.
Conclusão
A gestão efetiva de crises no autismo é essencial para garantir o bem-estar de indivíduos com TEA e suas famílias. Através de encontros como o realizado no Espaço Integrar, as famílias podem obter o apoio necessário para entender melhor e lidar com essas crises. Com a orientação e o apoio corretos, é possível minimizar a frequência e a intensidade das crises, melhorando a qualidade de vida de todos os envolvidos.
Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.