As escolas públicas de Cuiabá vêm adaptando o cardápio escolar para atender estudantes com necessidades alimentares específicas, incluindo crianças autistas, alunos com alergias, intolerâncias e outras restrições. A proposta é tornar a alimentação na escola mais inclusiva, sem perder o foco na nutrição e na rotina escolar.
Como funciona a adaptação da merenda escolar
No caso de alunos autistas, a mudança considera algo comum em muitas famílias: a seletividade alimentar. Algumas crianças aceitam poucos alimentos, têm resistência a determinadas texturas, cores, cheiros ou sabores, e podem precisar de estratégias diferentes para se alimentar melhor no ambiente escolar.
Em Cuiabá, a equipe de nutrição da Prefeitura atua para montar cardápios individualizados quando há necessidade comprovada, com acompanhamento dos responsáveis. A ideia é garantir uma alimentação adequada ao perfil de cada criança, respeitando suas particularidades.
O caso de Maria Luiza
No Centro Municipal de Educação Infantil Leonel de Moura Brizola, no bairro Santa Laura, a pequena Maria Luiza, uma criança autista, passou a receber uma alimentação adaptada na escola. Segundo o relato publicado, a merenda é preparada com legumes e verduras, como cenoura, que podem ser triturados para facilitar a aceitação da refeição.
De acordo com sua mãe, Aline Renata Oliveira Silva, a adaptação trouxe um efeito positivo: Maria Luiza teria começado a se alimentar melhor e ganhado peso de forma saudável.
“Ela não tinha o costume de comer em casa”, relatou Aline, ao comentar a mudança no comportamento alimentar da filha.
O papel da equipe de nutrição
As mudanças no cardápio contam com o trabalho da nutricionista da Prefeitura de Cuiabá, Jéssica Patatas de Arruda, e de sua equipe. O grupo analisa as informações apresentadas pelos responsáveis e busca soluções que atendam às necessidades nutricionais da criança dentro da realidade da escola.
Além de adequar a composição dos alimentos, a equipe também investe em recursos para ampliar a aceitação da merenda. Entre as estratégias citadas está o uso de pigmentos naturais, como a beterraba, para deixar os pratos visualmente mais atrativos para crianças com seletividade alimentar.
Atendimento especial para bebês com alergias e intolerâncias
A adaptação alimentar nas unidades municipais de Cuiabá não se restringe aos alunos autistas. Berçários da rede também fornecem fórmulas infantis especiais para bebês com alergias e intolerâncias alimentares, o que inclui produtos de custo elevado no mercado.
Entre os itens mencionados estão:
- Neocate
- Pregomin Pepti
- Infatrini
- IsoSource Jr.
- Trophic Basic
Esses produtos são usados conforme indicação e necessidade informadas à rede, para que o bebê receba suporte nutricional adequado.
Como solicitar alimentação especial na escola
Para que a criança receba uma alimentação diferenciada, os pais ou responsáveis devem apresentar um laudo médico no momento da matrícula. O documento precisa indicar alergias, intolerâncias, restrições alimentares ou seletividade alimentar, quando for o caso.
Depois da entrega do laudo, a equipe de nutrição entra em contato com a família para esclarecer dúvidas e organizar o atendimento. Em seguida, é elaborado um cardápio individualizado, que é encaminhado à unidade escolar junto com os insumos necessários.
Base legal e orientação às famílias
Segundo o texto de origem, essas práticas seguem as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), previstas na Resolução 6/2020, dentro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Famílias com dúvidas sobre a alimentação dos filhos na escola podem procurar a direção da unidade ou a Ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação.
Inclusão alimentar como parte da permanência escolar
A adaptação do cardápio escolar é uma medida importante para ampliar a inclusão de alunos autistas e de outras crianças com necessidades alimentares específicas. Quando a alimentação é ajustada com cuidado, a escola se torna um espaço mais acolhedor e mais alinhado às necessidades reais dos estudantes.
Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.
