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Iniciativa pioneira: pará capacita profissionais de saúde para aprimorar atendimento a indivíduos com autismo

Formação de Profissionais de Saúde no Atendimento ao Autismo no Estado do ParáO Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que requer uma abordagem multidimensional.
Por Saúde em dia
24/09/2026 15:51 - Atualizado há 2 horas




Formação de Profissionais de Saúde no Atendimento ao Autismo no Estado do Pará

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que requer uma abordagem multidimensional. O atendimento a pessoas com TEA demanda profissionais de saúde altamente capacitados e sensíveis às suas necessidades. Com isso em mente, o governo do Pará, por meio de suas instituições de saúde, tomou uma iniciativa pioneira para melhorar a qualidade da assistência a pessoas com autismo em todos os 144 municípios do estado.

A iniciativa foi implementada pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) em parceria com a Escola Técnica do SUS no Pará “Dr. Manuel Ayres” (ETSUS). O projeto foi conduzido pelo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea), o primeiro centro público do Brasil voltado exclusivamente para a capacitação de servidores do SUS no atendimento a pessoas com autismo.

Detalhes sobre a Capacitação

Esta capacitação foi a primeira de muitas que estão programadas para o futuro. Com uma carga horária de cinquenta horas, o curso de formação foi realizado ao longo de cinco dias. A formação contou com uma combinação de conteúdos teóricos e práticos. Os profissionais de saúde que participaram foram aqueles que prestam serviços a pessoas com TEA nos 144 municípios paraenses, distribuídos por todas as 12 Regiões de Integração do Estado.

O objetivo principal da formação é fortalecer a rede de atenção à pessoa com TEA. Isso é feito através da promoção da qualificação técnica dos profissionais de saúde com um foco em fornecer um atendimento mais humanizado e inclusivo. Durante a formação, os profissionais tiveram a oportunidade de experimentar práticas de acolhimento, avaliação e intervenção, contribuindo para a expansão do cuidado integral.

Impacto na Comunidade Local

Os profissionais de saúde que participaram da formação relataram uma experiência muito enriquecedora. Thais Veiga, assistente social que atua em Tucuruí há nove anos com pessoas com autismo, foi uma das participantes. Ela destacou a ênfase na prática como um dos principais pontos altos da formação. Segundo Veiga, a formação a deixou motivada para aplicar o conhecimento adquirido em sua comunidade.

O impacto dessa formação vai além do aprimoramento das habilidades dos profissionais de saúde. O conhecimento e a sensibilidade que os profissionais adquirem durante a formação têm o potencial de transformar as comunidades locais. Profissionais bem-informados podem fortalecer os vínculos com as famílias, promover ambientes mais acolhedores e respeitosos e combater o preconceito e o capacitismo.

Continuação da Capacitação e Compromisso com a Melhoria

Essa foi apenas a primeira de muitas turmas que serão formadas. Ao longo do segundo semestre, serão ofertadas mais seis turmas com 20 vagas cada, totalizando 140 profissionais capacitados até o fim de 2025. As inscrições para esses cursos estão disponíveis no site da ETSUS.

Esse esforço de capacitação reafirma o compromisso do Governo do Pará com a formação continuada dos profissionais de saúde. Além disso, também se dedica à melhoria dos serviços prestados às pessoas com TEA e suas famílias. Ao fortalecer as políticas públicas de inclusão, acolhimento e bem-estar em todo o território paraense, o governo está dando um passo importante para assegurar que todas as pessoas com TEA recebam a assistência de que necessitam.

Informações Adicionais

O CIIR/Cetea é um órgão do Governo do Pará e está localizado na Rodovia Arthur Bernardes, nº 1000, na capital paraense, Belém. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato através dos números: (91) 4042-2157/58/59.

Na conclusão, a iniciativa do Governo do Pará é um passo importante no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas com TEA. Ao investir na formação de profissionais de saúde, o governo está ajudando a criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para as pessoas com autismo em todo o estado.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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