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Inovação no cuidado com autistas: capacitação e guia inédito para profissionais de acolhimento

Capacitação e Acesso ao ConhecimentoNa luta constante para garantir os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma iniciativa inédita chamou a atenção recentemente.
Por Saúde em dia
16/12/2025 09:25 - Atualizado há 2 horas




Capacitação e Acesso ao Conhecimento

Na luta constante para garantir os direitos e o bem-estar de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma iniciativa inédita chamou a atenção recentemente. Profissionais de serviços de acolhimento infantojuvenil do Distrito Federal participaram de um minicurso sobre cuidados específicos para crianças e adolescentes com TEA.

A capacitação foi uma iniciativa da Coordenação da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (CIJ/TJDFT), com o apoio de diversas entidades, entre elas o Lar de São José e a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes-DF).

O evento foi parte da programação do Mês da Primeira Infância e contou com palestras de especialistas no assunto, ampliando o conhecimento dos participantes.

Compromisso com o Cuidado Humanizado

Durante o evento, especialistas de diversas áreas compartilharam seus conhecimentos e experiências. Um deles foi o terapeuta ocupacional Vinícius Reis, que falou sobre a importância da atenção humanizada a crianças e adolescentes no Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, especialmente aqueles com desenvolvimento infantil típico e atípico.

Vinícius destacou que a compreensão da criança com transtornos ou deficiência como um indivíduo de direito e digno de atenção humanizada é o caminho para um cuidado eficiente. Ele também ressaltou a importância do conhecimento e da capacitação como ferramentas poderosas para cuidar com amor.

Entendendo o Autismo e suas Necessidades

A médica Ellen de Sousa Siqueira, neuropediatra do Hospital de Apoio, esclareceu a definição de autismo e suas necessidades de atenção e tratamento diferenciado. Ela explicou que os transtornos de neurodesenvolvimento, como o autismo, o TDAH e a dislexia, persistem ao longo de toda a vida e geralmente estão associados.

Essa compreensão é fundamental para que os profissionais de acolhimento possam oferecer o suporte adequado a essas crianças e adolescentes. A neuropediatra ressaltou que é raro que um autista tenha apenas autismo, o que aponta para a necessidade de cuidados e atenção ainda mais especializados.

A Rede de Cuidados do SUS

Outra apresentação importante foi a da psicóloga Beatriz Montenegro, da Gerência de Normatização do Cuidado em Saúde Mental da SES-DF. Ela discutiu a rede ampliada de cuidados para crianças e adolescentes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A previsão, segundo Beatriz, é de que até outubro deste ano a população do Distrito Federal passe a contar com os serviços do Centro de Referência em TEA (Cretea), que tem entre seus objetivos atuar como referência técnico-assistencial para a rede de saúde infantojuvenil.

Um Guia Prático para Cuidadores

Além da capacitação, os participantes do evento receberam um exemplar impresso de uma publicação inédita no Brasil: o Guia Prático para Cuidadores de Crianças e Adolescentes com Autismo em Serviços de Acolhimento. O guia, escrito pela neuropediatra Ellen de Sousa Siqueira com a colaboração de outros profissionais, tem como objetivo informar sobre o autismo e oferecer estratégias práticas para lidar com crianças e adolescentes autistas que se encontram sob medida protetiva de acolhimento.

Esta publicação representa um importante passo para aprimorar o cuidado com crianças e adolescentes autistas em serviços de acolhimento, oferecendo aos profissionais da área orientações claras e práticas para lidar com esta população.

Plantando a Semente da Qualificação

Para Aline Ferreira, psicóloga do Lar de São José há 18 anos, 11 deles como coordenadora, o minicurso oferecido foi uma semente plantada para que os cuidadores dos serviços de acolhimento possam avançar cada vez mais na qualificação do atendimento aos acolhidos.

“Não podemos pensar que o básico basta para cuidar dessas crianças, pois elas merecem o melhor”, disse Aline. Segundo a coordenadora técnica da entidade, psicóloga Elaine Maria da Silva, o minicurso foi avaliado positivamente pelas cuidadoras, que pediram para que haja mais momentos de capacitação como esse.

O Futuro da Capacitação

O evento mostrou a necessidade de se investir cada vez mais na capacitação das equipes que cuidam de crianças e adolescentes afastados do lar por medida protetiva. A intenção da CIJ/TJDFT é ouvir as necessidades de capacitação das equipes dos serviços de acolhimento e reforçar as parcerias para realização de outros cursos e ações para esse público.

A capacitação e a disponibilização de materiais de orientação como o guia representam passos importantes para garantir que essas crianças e adolescentes recebam o cuidado e a atenção que merecem, respeitando suas particularidades e necessidades. Isso mostra o compromisso de tais organizações com a melhoria contínua da qualidade do atendimento a essa população vulnerável.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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