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Novo projeto de lei busca garantir direitos de autistas e pessoas com deficiência em parques de diversão

IntroduçãoA inclusão social é um tópico que tem ganhado cada vez mais relevância na atualidade.
Por Saúde em dia
11/05/2026 09:43 - Atualizado há 2 horas




Introdução

A inclusão social é um tópico que tem ganhado cada vez mais relevância na atualidade. Uma das formas de promover essa inclusão é através da promoção de acessibilidade e da garantia de direitos para pessoas com deficiência, incluindo autistas. No Brasil, um novo projeto de lei busca fortalecer esses direitos no contexto de parques de diversão e aquáticos.

Inspirado por uma proposta do deputado federal Alex Manente, o projeto visa alterar o Estatuto da Pessoa com Deficiência para incluir especificamente parques de diversão e aquáticos como locais que devem oferecer o benefício da meia-entrada para autistas e PcDs (Pessoas com Deficiência). A proposta também estende o benefício a um acompanhante, caso seja necessário para auxiliar o visitante na utilização dos brinquedos.

O Projeto de Lei

Manente explica que, embora já exista uma lei que trata do tema, sua abrangência não contempla de maneira clara e incontestável esses espaços. Isso tem gerado interpretações restritivas e a exclusão de um segmento importante do lazer e da convivência familiar. A necessidade do projeto ficou ainda mais evidente após a decisão da terceira turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que entendeu que a lei da meia-entrada não pode ser imposta aos parques aquáticos.

O relator Humberto Martins explicou que o texto legal indica taxativamente os locais nos quais o desconto é aplicável, o que não inclui os parques de diversões. Esta interpretação tem gerado preocupações de que autistas e pessoas com deficiências possam ser impedidos de acessar esses espaços de lazer com o benefício da meia-entrada.

A Importância do Projeto de Lei

A inclusão de autistas e pessoas com deficiência em atividades de lazer é um aspecto fundamental para o desenvolvimento social e cognitivo desses indivíduos. Parques de diversão, em particular, podem oferecer uma variedade de experiências sensoriais e motoras que podem ser terapeuticamente benéficas.

Além disso, a inclusão desses indivíduos em atividades de lazer regulares pode ajudar a desmistificar e normalizar o autismo e outras deficiências na sociedade em geral. Isso pode contribuir para a redução do estigma e da discriminação, promovendo uma maior aceitação e compreensão.

Reação à Decisão do STJ

A decisão do STJ tem gerado preocupações e protestos. Vereadores de São Bernardo, por exemplo, têm se manifestado contra a possibilidade de parques de diversão utilizarem a decisão para eliminar benefícios. A vereadora Luana Eloá, mãe atípica, foi uma das vozes que se levantaram contra a decisão do STJ. Ela ressaltou que já há informações de parques que estão usando a decisão para extinguir benefícios.

Preocupado com o possível fim da gratuidade concedida aos autistas e PcDs nos parques do município, o vereador Julinho Fuzari protocolou um projeto de lei que assegura o benefício nos estabelecimentos privados e públicos com concessão que oferecem atividades de lazer, cultura, esporte e similares.

Conclusão

O projeto de lei apresentado na Câmara Federal é um passo importante na luta pela inclusão e pelos direitos de autistas e pessoas com deficiência. Ao garantir a meia-entrada nesses espaços de diversão, o projeto reconhece a importância dessas atividades para o desenvolvimento e bem-estar desses indivíduos. Também é uma forma de garantir que eles tenham as mesmas oportunidades de lazer que qualquer outra pessoa.

É importante que a sociedade e as autoridades continuem a trabalhar juntas para garantir a inclusão e a igualdade de direitos para todos, independentemente de suas habilidades ou diagnósticos. O autismo e outras deficiências não devem ser barreiras para a participação plena na sociedade, incluindo o acesso a atividades de lazer e entretenimento.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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