ARTIGOS

O desafio das mães solo na criação de crianças com autismo: impactos financeiros e psicossociais

A realidade das mães solo com filhos autistas A vida de uma mãe solo já exige organização, tempo e recursos.
Por Saúde em dia
08/10/2026 14:48 - Atualizado há 2 horas




A realidade das mães solo com filhos autistas

A vida de uma mãe solo já exige organização, tempo e recursos. Quando a criança tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), esses desafios costumam se intensificar, porque a rotina pode envolver terapias, consultas, cuidados cotidianos e uma série de despesas extras.

O caso de Aline Passos, mãe solo de Benjamin, ilustra essa realidade. Segundo o relato de origem, Benjamin é uma criança carinhosa e brincalhona, mas também autista, com necessidades que exigem atenção contínua. Entre os custos citados estão terapias, consultas médicas regulares, medicamentos, fraldas e alimentação especial.

O texto também informa que, durante crises, Benjamin pode quebrar objetos, como celulares e até uma televisão, o que aumenta ainda mais as despesas da família.

O impacto financeiro do cuidado

Um estudo do Instituto PENSI e da Fipe-USP apontou que famílias com filhos autistas de nível 3 gastam, em média, mais que o dobro do que famílias típicas. O levantamento indica um acréscimo que pode chegar a R$ 1.859 por mês por pessoa. Em uma família de cinco integrantes, isso pode significar R$ 9.295 a mais por mês.

No cotidiano descrito no artigo, esse peso financeiro aparece também na alimentação. Benjamin tem alergia a leite e ovo, além de intolerância ao glúten, o que exige produtos específicos, geralmente mais caros. O texto cita, por exemplo, uma caixa de leite vegetal por R$ 22 e um pacote de pão sem glúten com cinco fatias por R$ 24.

Consequências sociais e emocionais

Além dos gastos, há um impacto importante na vida profissional e emocional da mãe. No caso relatado, Aline precisou deixar o cargo de professora do ensino superior para se dedicar ao filho. A rotina passa a ser organizada em torno das necessidades da criança, que demanda acompanhamento constante.

A psicóloga Mariana Sotero Bonnás, citada no material de origem e autora de Mães atípicas – A Maternidade Que Ninguém Vê, observa que cuidar de uma criança com desenvolvimento atípico é mais exaustivo. Segundo ela, mães solo podem viver uma espécie de dupla penalização: muitas vezes trabalham menos, não conseguem manter a mesma renda ou acabam dependendo de apoio governamental para dar conta dos cuidados.

Direitos, rede de apoio e responsabilização

O artigo destaca que muitas mães solo de crianças autistas precisam enfrentar disputas para garantir direitos básicos. Isso pode incluir recorrer à Justiça para obter cobertura adequada para terapias ou assegurar o pagamento de pensão alimentícia.

Esse cenário reforça a importância de uma rede de apoio mais ampla, que envolva família, serviços públicos e políticas de assistência. Entre os pontos mais citados estão:

  • cobertura adequada de terapias e medicamentos;
  • apoio financeiro diante dos custos adicionais da rotina;
  • acolhimento emocional e psicológico para as mães;
  • respeito aos direitos já previstos em lei.

Uma realidade que pede mais atenção

O caso de mães solo que criam filhos com autismo mostra que os desafios vão muito além da maternidade em si. Há impacto financeiro, desgaste emocional e, muitas vezes, sobrecarga social.

Reconhecer essa realidade é um passo importante para que famílias como essa tenham mais acesso a cuidado, proteção e dignidade.

Texto reescrito com base em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


Participe do nosso grupo no Whatsapp
Caminhos Autismo – Trocas, Apoio e Reflexões

Participe do Grupo no WhatsApp

Compartilhe este conteúdo:

Compartilhar no Facebook | Compartilhar no Twitter | Compartilhar no LinkedIn | Compartilhar no WhatsApp