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Um olhar profundo sobre o autismo e as pessoas com deficiência no rio grande do sul

Introdução ao Censo 2022 Recentemente, foi publicado o mais recente volume da série Cadernos RS no Censo 2022, que foca nas pessoas com deficiência e aquelas no espectro autista.
Por Saúde em dia
08/12/2025 12:01 - Atualizado há 2 horas




Introdução ao Censo 2022

Recentemente, foi publicado o mais recente volume da série Cadernos RS no Censo 2022, que foca nas pessoas com deficiência e aquelas no espectro autista. Este levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um esforço para entender melhor a população com deficiência e as pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista no Rio Grande do Sul.

Os dados reunidos neste estudo fornecem informações valiosas sobre o perfil demográfico, condições de moradia e níveis de escolaridade dessas populações. Eles permitem que profissionais de saúde, educadores, formuladores de políticas e a comunidade em geral tenham uma visão mais clara das necessidades e desafios enfrentados por estas comunidades.

Compreendendo a População com Deficiência

O Censo 2022 revelou que há 772.077 pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul, o que corresponde a 7,2% da população total. Essa proporção é semelhante à média nacional de 7,3%. A maioria dessas pessoas se identificam como brancas (76,8%), seguidas por pardas (15,4%) e pretas (7,4%). O estudo também destacou que a incidência de deficiência aumenta com a idade.

Quando se trata de escolaridade, o censo revelou que 12,8% das pessoas com deficiência de 15 anos ou mais eram analfabetas. Este percentual é mais de seis vezes maior do que o registrado entre pessoas sem deficiência na mesma faixa etária. No entanto, no nível de ensino superior, as pessoas com deficiência tiveram percentuais acima da média estadual, que era de 7,2%. Entre as pessoas amarelas com deficiência, 12,9% haviam concluído a graduação, e entre as brancas, 8,2%.

Explorando a População Autista

O Censo 2022 registrou 124.231 pessoas diagnosticadas com autismo no Rio Grande do Sul, o que corresponde a 1,1% da população estadual. Este percentual é um pouco abaixo da média brasileira de 1,2%. A prevalência foi maior entre os homens (1,4%) em comparação às mulheres (0,9%).

Em termos de cor ou raça, 78% das pessoas autistas eram brancas, 15% pardas e quase 7% pretas. Havia uma pequena porcentagem de pessoas autistas que se identificavam como indígenas (0,3%) e amarelas (0,1%).

A Escolarização da População com Autismo

Os dados do Censo 2022 indicam que a escolarização de pessoas com autismo no Rio Grande do Sul apresenta desigualdades marcantes conforme raça e idade. No total, pessoas autistas pardas (39,1%) e brancas (34%) registraram as maiores taxas de frequência escolar. Já entre pretas (28,8%), indígenas (24,8%) e amarelas (23,7%), os percentuais foram mais baixos.

Entre crianças e adolescentes de seis a 14 anos, as taxas de escolarização eram altas em todos os grupos. Porém, na faixa de 15 a 17 anos, as diferenças se ampliaram. A escolarização caiu para 66,4% entre jovens pretos e chegou a apenas 21,4% entre indígenas, indicando barreiras mais acentuadas à permanência escolar.

Condições de Moradia da População com Deficiência e Autismo

De acordo com o Censo 2022, no Rio Grande do Sul, quase todos os domicílios com moradores com deficiência tinham banheiro de uso exclusivo (99,5%), proporção muito próxima da verificada entre residências sem pessoas com deficiência (99,6%).

Em relação ao acesso à água potável, 85,1% das casas com moradores com deficiência utilizavam a rede geral como principal fonte, frente a 86,7% entre aquelas sem pessoas com deficiência. Nos domicílios com pessoas diagnosticadas com autismo, o percentual foi um pouco maior (87,8%).

Quanto ao destino do lixo, 94,5% dos domicílios com pelo menos uma pessoa com deficiência contava com coleta regular. Os outros 5,5% ainda faziam o descarte de forma inadequada ou informal, incluindo queimar (4,3%), enterrar (0,7%) e descartar em áreas públicas (0,1%).

Conclusão

Os dados do Censo 2022 nos oferecem uma visão detalhada da população com deficiência e pessoas no espectro autista no Rio Grande do Sul. Eles destacam as desigualdades existentes em termos de raça, idade e escolaridade, bem como os desafios enfrentados por essas comunidades em relação à moradia e serviços básicos. Estes dados são essenciais para orientar políticas públicas e ações de inclusão social, garantindo que todas as pessoas tenham oportunidades iguais e acesso a serviços e recursos necessários para uma vida digna.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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