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Uma vitória para o autismo: mãe recebe autorização para cultivar maconha medicinal em casa

Uma decisão inédita no Brasil abre precedentes para o tratamento do autismoEm uma decisão sem precedentes, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou uma mãe a cultivar maconha em sua casa para fins medicinais.
Por Saúde em dia
08/12/2025 10:50 - Atualizado há 2 horas




Uma decisão inédita no Brasil abre precedentes para o tratamento do autismo

Em uma decisão sem precedentes, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou uma mãe a cultivar maconha em sua casa para fins medicinais. A beneficiária dessa decisão é uma fisioterapeuta que é mãe de uma menina de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Embora a decisão seja única, ela tem o potencial de criar jurisprudência, o que poderia abrir as portas para casos semelhantes no futuro, de acordo com a Defensoria Pública de São Paulo. A autorização, concedida após um pedido de habeas corpus, é válida por um ano e permitirá que a fisioterapeuta cultive maconha em sua casa em Campinas, São Paulo.

O uso do óleo de Cannabis no tratamento do autismo

A finalidade da permissão para cultivar maconha é permitir que a fisioterapeuta produza óleo de Cannabis para o tratamento de sua filha. Este produto tem se mostrado eficaz no tratamento de certos sintomas do autismo, como irritabilidade, dificuldades de interação social, crises de ausência, tremores e espasmos musculares.

De fato, a menina já estava recebendo tratamento com óleo de extrato de maconha importado desde 2017, com a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, os altos custos e a burocracia envolvida na importação do composto tornaram o tratamento insustentável para a família.

Os benefícios observados no caso da menina

Relatórios médicos do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS-IJ) e da escola onde a menina estuda indicaram uma melhora significativa em seu quadro após o início do tratamento com o óleo de Cannabis. Segundo a mãe, a filha começou a dormir melhor, ficou mais tranquila e as crises violentas diminuíram consideravelmente.

Além disso, houve uma melhora em sua concentração, fala e interações sociais. A mãe da menina relatou que antes do tratamento, a filha não sentia fome, frio ou dor, mas após iniciar o uso do óleo de Cannabis, ela começou a identificar essas sensações.

A luta legal pela permissão para cultivar maconha medicinal

A luta para obter permissão para cultivar maconha em casa não foi fácil. A mãe já havia solicitado um habeas corpus preventivo em 2018, que foi negado. A recente decisão favorável do TJ-SP veio após um segundo pedido de habeas corpus apresentado pela Defensoria Pública de São Paulo.

A aprovação desse pedido é um marco importante, pois sinaliza um reconhecimento de que o uso de maconha para fins medicinais pode ser uma opção de tratamento válida e eficaz para certos casos, como o autismo.

A reação da mãe à decisão

A mãe da menina comemorou a decisão, expressando alívio e gratidão. Ela disse: ‘Agora me sinto respeitada como mãe, pois antes me senti ofendida ao ouvir que era imprudente. É a paz de poder chegar em casa e saber que estou agindo corretamente perante a sociedade’.

O futuro do uso medicinal da maconha no Brasil

A notícia desta decisão inédita é bem-vinda, mas também levanta questões sobre o futuro do uso medicinal da maconha no Brasil. Embora este caso específico seja uma vitória para aqueles que advogam pelo uso medicinal da Cannabis, ainda há muitos obstáculos a serem superados.

A maconha ainda é considerada uma substância ilegal no Brasil, e seu cultivo, mesmo para fins medicinais, é sujeito a regulamentação rigorosa. No entanto, esta decisão poderia abrir um precedente para argumentar em favor de uma abordagem mais flexível e compassiva para o uso medicinal da maconha, especialmente em casos de condições crônicas e debilitantes, como o autismo.

Espera-se que essa decisão possa estimular um debate mais amplo sobre a necessidade de uma legislação mais progressista e humana que reconheça os benefícios potenciais do uso medicinal da maconha.

Em suma, esta decisão representa um pequeno, mas significativo, passo em direção a um maior reconhecimento das necessidades e direitos dos pacientes que podem se beneficiar do uso medicinal da Cannabis.

Baseado em informações de fontes jornalísticas sobre autismo.


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